• Por Bruno Santos

#Ep.9 – Equipe dividida, resultado multiplicado!

Após muitos meses de espera, uma longa noite de pouco sono e bastante ansiedade, finalmente o dia nasceu, e assim, pudemos retornar às atividades a campo. Carros carregados, equipes divididas e muita disposição para estar simultaneamente em dois estados. O Confina Brasil voltou!


Logo bem cedinho, no estado de São Paulo, visitamos um confinamento na cidade de Novo Horizonte, que há mais de 20 anos, está em plena atividade.


A propriedade, com capacidade estática para confinar 12 mil animais, realiza dois giros por ano, só com boiada própria.


É um confinamento diferenciado, pois cada proprietário tem suas fazendas de recria em negócios paralelos, ou seja, compram bezerros, recriam e terminam esses animais no confinamento de Novo Horizonte. A propriedade também se destaca pela qualidade da carcaça dos animais, que têm como destino o mercado externo, altamente exigente.



Mato Grosso do Sul


Enquanto a primeira equipe seguia firme com a coleta de dados em São Paulo, a segunda equipe já estava do outro lado da fronteira, em Três Lagoas, município localizado na região Leste de Mato Grosso do Sul, 339 quilômetros da capital Campo Grande.


Popularmente chamada de “Cidade das Águas”, Três Lagoas mostra sua força na pecuária, setor da economia que vem se destacando nos últimos anos na cidade e na região.


Prova dessa grande atuação dos pecuaristas, foi o primeiro confinamento que visitamos no município, uma fazenda bem tradicional que está em atividade há 20 anos.


A propriedade, com capacidade estática para até 4 mil animais, utiliza o confinamento como ferramenta estratégica para o negócio.


A receita é simples: intensificam a criação na seca e o espaço do confinamento que fica ocioso quando o gado próprio não ocupa, é utilizado, em sistema de parceria com outros pecuaristas, como boitel, onde o parceiro fornece os animais (machos e fêmeas) para engorda e a fazenda cobra apenas o custo operacional e valores balizados na matéria seca.


A propriedade também trabalha com cria, recria e a terminação, sempre focada no confinamento. Entretanto, estrategicamente, se o pasto estiver bom eles escolhem terminar parte dos animais no pastejo, reduzindo assim, boa parte dos custos. De acordo com os proprietários, os trabalhos de confinamento acontecem de abril até outubro. A única atividade de agricultura é a cana-de-açúcar que é utilizada como silagem na base do volumoso na dieta dos animais.


Negócio estratégico


Ainda no município de Três Lagoas, visitamos outro confinamento. Um projeto novo, de apenas dois anos, porém altamente eficiente em suas estratégias. Diferentemente de outras propriedades que conhecemos e visitamos, a fazenda foi adquirida e estruturada na prestação de serviço de engorda de animais com foco na intensificação da pecuária de corte. Ou seja, no local os proprietários não têm nenhuma cabeça de gado próprio e o confinamento é realizado 100% no modelo boitel.


Em uma área de 162 hectares, com capacidade de até 3.500 animais, a intenção é realizar com a boiada dos parceiros, três giros este ano, totalizando mais de 10 mil animais confinados.


Em 2019, a fazenda passou por um processo de expansão, com o objetivo de aumentar o confinamento e ampliar ainda mais a oferta para os parceiros. A propriedade conta ainda com uma área destinada ao cultivo de cana-de-açúcar que é utilizada como silagem para alimentação dos bovinos.


Acompanhamento completo


Finalizando o dia de visitas, ainda em terras sul-mato-grossenses, percorremos cerca de 70km até o município de Brasilândia, onde conhecemos mais um confinamento que realiza um trabalho diferenciado. A propriedade que confina 2.500 animais de forma estratégica na seca, tem como destaque o melhoramento genético dos animais.


A fazenda realiza o acompanhamento dos animais desde a inseminação até a parte final da engorda. Somado a isso, utilizam a tecnologia aliada a uma boa nutrição, realizada com assessoria da Nutron.


Essa equação resulta em índices zootécnicos muito acima da média nacional. Os proprietários realizam também seleção genética na raça Brahman, com foco no tricross. Ou seja, fazem o cruzamento entre Angus x Brahman e depois acrescentam a genética do Brangus. O resultado são animais de excelente qualidade de carne que abastecem um mercado premium para marcas específicas.

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