• Por Bruno Santos

#Ep13 – As potencialidades da pecuária intensiva

Chegamos ao fim da primeira semana dessa retomada do Confina Brasil e iniciamos o dia bem cedo do jeito que mais gostamos: pegando a estrada. Carros abastecidos, limpeza da poeira nos vidros e seguimos para mais um “batidão” com as duas equipes a campo.


No interior de São Paulo visitamos um tradicional confinamento com mais de 20 anos de atividade que fica localizado entre os municípios de Bebedouro e Pirangi, estado de São Paulo. A propriedade de gestão familiar vem se profissionalizando, melhorando a gestão e aumentando a capacidade estática gradativamente para dedicar-se ao boitel.



Atualmente toda a boiada é fruto de parceria e a propriedade partiu da capacidade estática de 3.500 cabeças em 2018 para quase 10 mil este ano. Os proprietários estão se preparando para a sucessão familiar, capacitando os jovens da família para, em breve, assumirem as rédeas dos negócios.


Integração das atividades


Enquanto uma equipe finalizava o mapeamento no interior paulista, a outra rodava simultaneamente mais de 300 km em Mato Grosso do Sul, de Jaraguari até Chapadão do Sul.


A propriedade visitada destaca-se pela eficiência da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que foge um pouco dos sistemas de integração convencionais que estamos acostumados a ver. Além da rotação tradicional (soja e pasto), eles utilizam o algodão consorciado ao capim e inclusive tem apoio da Embrapa que incentiva a disseminação desse projeto.



Dentro das atividades, os proprietários buscam sinergia para melhorar a produtividade, sendo a terminação intensiva uma das alternativas de grande importância. Com isso, passaram a investir mais no confinamento que tem capacidade estática para 10 mil animais. A fazenda também conta com tecnologia na fábrica de ração, garantindo a agilidade dos tratos com alta eficiência.


Uma curiosidade da fazenda é que quando os proprietários tiram os animais do confinamento, é plantado capim para formar uma espécie de pasto dentro das baias. Quando a nova boiada entra nessas baias é como se estivesse e um piquete de capim bem formado. Essa estratégia auxilia os animais na ambientação dos lotes até se adaptarem ao confinamento.


Seleção diferenciada


Ainda no município de Chapadão do Sul, visitamos a segunda propriedade na região que se destaca pela seleção com foco na qualidade de carne. A fazenda, de capacidade estática de 2.700 cabeças, é uma das fornecedoras de carne do Vermelho Grill, hoje o mais conceituado restaurante de Campo Grande.


Através do melhoramento genético e cruzamentos os proprietários otimizam a qualidade da carne. Uma das tecnologias utilizadas é a ultrassonografia de carcaças para definir e classificar o gado de melhor qualidade e de carne. Assim que desmamam os bezerros, eles passam esses jovens animais no ultrassom e definem quais deles irão abastecer o Vermelho Grill. Os aprovados são encaminhados para uma dieta especial e diferenciada. Já os que não atendem o padrão de carne desejado vão para o confinamento comercial tradicional.


Agora seguimos rumo a Caarapó-MS, onde teremos um descanso merecido para recarregar as baterias e retornar com força total às visitas. #issoéconfinabrasil


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