• Por Bruno Santos

#Ep14 – A força do boi na terra da soja

Iniciamos a semana em Mato Grosso do Sul, com destino a Laguna Carapã, município de pouco mais de 7 mil habitantes, distantes 288 km da capital Campo Grande.

A cidade também conhecida como “terra do pé de soja solteiro” ficou afamada na região pelo concurso que acontece anualmente e quebra recordes sucessivos na produção de pés de soja com maior número de vagens. Mas, além da produção do grão, Laguna Carapã tem também forte influência da pecuária com importantes confinamentos.

Prova disso foi a primeira propriedade que visitamos. Com capacidade estática de 10 mil cabeças, a fazenda é tradicional na pecuária e está na atividade desde 1985. Eles compram gado e recriam nas áreas de pastagens.


Seu grande diferencial é o foco na gestão de pessoas. O gerente de pecuária da propriedade faz um grande trabalho de campo que é referência na região e isso tem sido fundamental no desempenho dos animais e nos resultados da fazenda.

A preocupação com o bem-estar da boiada é constante e, para manter esse diferencial, eles capacitam os funcionários para realizarem o manejo nos currais por meio deum centro de treinamento dentro da fazenda.


Com isso, a propriedade tem baixa rotatividade de colaboradores e a estrutura em recursos humanos é um dos destaques, pois a fazenda disponibiliza além do centro de treinamento, escola municipal e posto de saúde aos funcionários e familiares.


Sinergismo nas operações


Ainda no município de Laguna Carapã visitamos o segundo confinamento do dia, uma propriedade tradicional, em atividade desde a década de 1990 que tem capacidade estática para 6 mil animais.


Os proprietários fazem a recria a pasto e somente confinam gado próprio. A fazenda também tem atuação na agricultura e dispõem no local silos para o recebimento de soja. Na estratégia utilizam a casca da oleaginosa na dieta dos animais no confinamento, otimizando o processo com sinergismo.


Transformando energia solar em carne

Finalizando mais um dia da expedição, o Confina Brasil desembarcou no município de Caarapó. O confinamento com capacidade estática de 1.800 animais tem aumentado sua capacidade ano a ano focando na recria em pastos muito bem manejados. A fazenda tem como filosofia a frase na entrada: “transformando energia solar em carne”, ou seja, o capim que realiza a fotossíntese alimenta o boi que produz a carne.

Os proprietários também realizam um controle preciso na pecuária, tendo na palma da mão o rastreio de todo gado comprado. Atualmente, chegaram no nível de fazer o aparte no curral por nível de consanguinidade dos animais. Ou seja, se os bois são irmãos e nasceram no mesmo ano, filhos do mesmo touro, eles precisam ser abatidos na mesma data, pois a genética e a condição nutricional e sanitária são as mesmas para os dois chegarem no peso ideal juntos

Além da gestão bem apurada, investem muito em educação, desde as crianças criadas na fazenda até os funcionários adultos que têm aulas de matemática, português, inglês e informática. Isso faz com que os colaboradores tenham um desempenho muito melhor a aplicativos instalados na fazenda e demais controles informatizados.


Seguimos desbravando o estado de Mato Grosso do Sul rumo aos municípios de Itaquiraí e Naviraí, finalizando o dia na cidade de Dourados. #issoéconfinabrasil


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