• Por Bruno Santos

#Ep31 – Jornada dupla e meta cumprida

Enquanto uma das equipes segue firme o mapeamento em Mato Grosso, o segundo time parte do interior paulista rumo a Uberaba, em Minas Gerais!


Em Tangará da Serra, o quinto município mais populoso de MT, com mais de 103,7 mil habitantes, chegamos no maior semiconfinamento do mundo onde estão focados na terminação de gado.


A fazenda que abate 130 mil cabeças por ano, tem capacidade estática para 42 mil animais. Um dos diferenciais está na alimentação do gado. Eles realizam o processamento do grão de algodão, retiram o óleo, vendem para a produção de biodiesel e, com os resíduos, fazem a famosa “torta de algodão”, e fornecem para o rebanho a pasto.

No local também chama a atenção o alto investimento que os proprietários fizeram em infraestrutura. Todas as estradas em volta da fazenda são bem cuidadas e a manutenção é realizada pelos pecuaristas.


Além disso, tiveram muita dedicação com a instalação da rede elétrica, gerando energia de qualidade para abastecer toda à área. Há ainda geradores para manter a esmagadora de caroço de algodão caso necessite.


Também vale destaque o aporte feito em internet, como os colaboradores trabalham com sistemas muito complexos de gestão e controles, investiram em boa conexão para transferência rápida e eficiente de dados.


Eficiência


Ainda em Tangará da Serra, visitamos a segunda fazenda na região. Com capacidade estática para 3 mil animais, no local realizam a recria a pasto e terminação no confinamento.


A estrutura é bem tradicional com uma dieta simples e otimizada. Fazem silagem de sorgo na própria fazenda e o restante dos ingredientes da dieta compram no mercado. Utilizam também caroço e torta de algodão. O que chama também a atenção no local é o trabalho realizado pelos colaboradores, que embora seja uma equipe bem enxuta é bem eficiente em todos os processos.


Equipe 2 a campo


Enquanto o mapeamento segue a todo vapor em MT, nossa segunda equipe também saiu a campo para reforçar a coleta de dados. Partimos de Bebedouro com destino a Uberaba, mas antes de chegar em terras mineiras, fizemos uma parada em um confinamento no município de Morro Agudo/SP.


A fazenda que voltou as atividades no ano passado após um período de pausa, conta com um confinamento de capacidade estática para 10 mil animais. Este ano a meta dos proprietários é confinar 18 mil bois.


Entre os diferenciais, destaque para a eficiência dos donos na compra de gado. A dieta também tem grande atenção por parte dos gestores, sendo formulada de acordo com o que cada tipo de animal pode desempenhar.


Chegamos MG!


Na parte da tarde chegamos na terra do zebu. Na cidade visitamos dois confinamentos, ambos com características bem semelhantes. O primeiro deles tem capacidade estática para 1.000 mil animais e pretende terminar este ano cerca de 2 mil bois.


O segundo, com capacidade estática para 1.500 cabeças planeja abater 2.400. Nas estratégias, as fazendas compram o bezerro, fazem o sequestro, levam para o pasto e depois terminam no confinamento. Ou então compram boi magro e levam direto para o cocho.



Com as duas equipes a campo, o Confina Brasil já atingiu o objetivo inicial. Ampliamos a coleta de dados e, faltando poucas semanas para encerrar as visitas, o que corresponde a 30 confinamentos a serem visitados, a expedição já totaliza 1 milhão de cabeças visitadas.


Seguimos firmes mapeando a boiada intensiva em Mato Grosso e em Minas Gerais simultaneamente. #issoéconfinabrasil.


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