• Por Bruno Santos

#Resumo Confina –Após passar por SP e MS, chegamos em Mato Grosso

De 15 a 24 de outubro percorremos mais de 2 mil km no estado e passamos por 17 confinamentos que totalizam uma capacidade estática superior a 189 mil bois.

Demos mais um passo na missão de mapear o gado confinado brasileiro. Após passar por São Paulo e Mato Grosso do Sul, chegamos em Mato Grosso, o berço da pecuária nacional.


Dono do maior rebanho bovino do Brasil com mais de 30 milhões de cabeças, segundo últimos dados oficiais do IBGE, o equivalente a quase 14% da boiada produzida no território nacional, o estado também se destaca no ranking internacional, sendo um dos maiores produtores de gado do mundo.


Do dia 15 até o 24 desse mês, percorremos mais de 2 mil km pelo estado, passando pelos principais municípios produtores. Foram visitados 17 confinamentos na semana que, juntos, somam a capacidade estática superior a 189 mil bois.


Após uma semana e meia percorrendo as fazendas de MT, o que tem chamado a atenção são as propriedades com grandes estruturas, com capacidade estática de confinamento superior a 10 mil cabeças. O que também surpreendeu foi a qualidade dos animais mapeados.



Temos observado a predominância de gado Nelore de muito boa qualidade e também muitos animais vindos de bons cruzamentos, principalmente de F1 Angus ou alguma outra raça taurina.


Outra característica presente por lá é que as fazendas estão cada vez mais automatizadas com tecnologias que facilitam o manejo e a operação. Muitas estruturas já contam, por exemplo, com a coleta de dejetos dos currais, o que mostra a preocupação dos produtores com o bem-estar dos animais e também com as questões ambientais.



Vimos produtores com muita preocupação com a preservação da natureza e até investindo em coleta e compostagem de dejetos. Algumas fazendas já realizam parcerias com empresas que recolhem esses dejetos, os processa, e transforma-os em fertilizantes orgânicos. A matéria-prima é fornecida em troca da limpeza dos currais de engorda, gerando maior conforto aos animais.


ILP ganha espaço



Mato Grosso, um estado muito bem estabelecido na agricultura - sendo o maior produtor de grão nacional - responsável por 28,9% do que é produzido entre soja, milho e algodão, tem utilizado a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) cada vez mais.


Essa ferramenta presente em muitas das propriedades que visitamos mostra que é um caminho sem volta pelos que já realizam a técnica. Isso porque muitos dos pecuaristas perceberam sinergismos das atividades, melhorando a produtividade geral do negócio.



Vimos em uma das fazendas visitadas que após orientação do gestor, concentraram o plantio nas áreas mais produtivas, aumentando a colheita dos grãos em sacas por hectare. O resultado foi excelente, conseguiram diminuir 40% da área plantada e aumentaram em 30% a receita final. Produtores com planejamento utilizam a pecuária para melhorar também o rendimento da agricultura.


Dieta balanceada



Com a grande presença de grãos no estado, muitos produtores utilizam a soja que não é comercializada, por não estar no padrão, para incorporar na dieta do gado. Tanto os produtores quanto os gestores estão interessados nas dietas com baixa inclusão de volumoso.


Os responsáveis pelos confinamentos estão de olho nesse tipo de tecnologia para, principalmente, facilitar o sistema operacional das fazendas.


Continuamos o mapeamento em Mato Grosso e seguimos para Goiás e Minas Gerais com as duas equipes a campo simultaneamente.#issoéconfinabrasil.

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