• Por Bruno Santos

#Resumo Confina Brasil – mapeamentos finalizados!

Percorremos os 5 principais estados confinadores do país e visitamos cerca de 120 propriedades que, juntas, somam 1,5 milhão de cabeças confinadas em 2020.



Após 45 dias seguidos de trabalho intenso, a finalizamos o mapeamento da pecuária intensiva brasileira. O Confina Brasil começou em março e, após uma pausa por conta da pandemia, finalizou em novembro a coleta de dados.


Ao todo, nossa equipe passou pelos cinco principais estados que mais confinam gado no país (São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais).

No total visitamos cerca de 120 confinamentos que, juntos, somam 1,5 milhão de bois confinados em 2020.


Foto de toda a equipe envolvida no Confina Brasil antes da pandemia.

Alcançar essa marca é algo de grande importância para a pecuária brasileira, afinal, foi superada a meta inicial que era avaliar 20% do gado confinado e atingimos a marca próxima de 30%. Sensação de alívio por ter conseguido cumprir o objetivo mesmo com a pandemia, que impactou diretamente o começo da expedição.


Conseguimos resgatar o Confina Brasil de forma rápida e retomamos a expedição para concluir a coleta de dados. Isso só foi possível graças a receptividade dos pecuaristas, que compartilharam conosco informações valiosas e muito conhecimento.


Gestão aprimorada


Entre os pontos observados na coleta de informações nos confinamentos é que, em sua grande maioria, os pecuaristas têm um bom controle dos processos e da gestão financeira (compra e venda). No questionário, por exemplo, uma das perguntas era sobre o acompanhamento dos custos do confinamento e a maioria dos entrevistados respondeu que acompanhava o custo completo, não somente o de caixa.


Identificamos que muitos produtores estão utilizando softwares de controle financeiro, formulação de dieta e gestão, e alguns deles contam até com assessoria de gestão terceirizada. Observamos também a automação dos processos, o qual contribui, principalmente, no controle de estoques e insumos de propriedades com grandes estruturas. Ou seja, os proprietários conseguem saber o momento certo para fazer a compra de insumos, o que contribui para uma maior rentabilidade. No geral, os produtores têm utilizado ferramentas para auxiliar na gestão, mas algumas exceções ainda utilizam planilha de Excel.


Bem-estar


Em relação ao bem-estar animal, percebemos que o produtor está cada vez mais preocupado com esse fator. Não só os proprietários, mas também as empresas de saúde animal, estão investindo em cursos aos pecuaristas e funcionários das fazendas.


Entre as ações com foco no conforto dos animais, as equipes viram que, independente da estrutura dos confinamentos, os produtores já realizam algumas ações, entre elas: cobertura do cocho para garantir alimento sempre fresco; aspersão para maior conforto térmico e amenização de poeira; limpeza de barro e dejetos das baias; sistemas de recepção para adaptação dos animais, entre outras.


Os pecuaristas estão percebendo a importância do bem-estar animal, desde a sombra disponível, limpeza dos bebedouros, limpeza do curral, aspersores, entre outros. O resultado dessas melhorias é o maior rendimento do plantel.


Versatilidade do confinamento


Identificamos que muitos pecuaristas que já tinham a engorda fixa estão utilizando parte da estrutura dos confinamentos para fazerem também a Outros produtores estão utilizando o confinamento para uma categoria que está em alta: as “precocinhas”, que são bezerras que saem aos 8 meses do pé da mãe, são recriadas no confinamento e, aos 13 meses, são desafiadas a emprenhar.


As fêmeas que indicam cio são inseminadas e permanecem no sistema intensivo até o diagnóstico de prenhez. Aquelas que emprenham vão para o pasto com suplementação adequada e as outras que não emprenharam continuam no confinamento para engorda até a fase de terminação.


O confinamento está sendo usado, principalmente, para três categorias: recria, reprodução e engorda. Além disso, os pecuaristas cada vez mais estão entendendo que o uso estratégico do confinamento para engordar os animais com uma dieta balanceada e bem direcionada à categoria do animal, gera um alto desempenho, contribuindo na eficiência do projeto como um todo.


Muitos estão deixando os pastos para fazer a cria e a recria, levando a terminação para o confinamento. Isso comprova porque a terminação intensiva nos últimos 10 anos vem crescendo no Brasil.


Os trabalhos continuam


Após 60 dias de estrada, retornamos à rotina e estamos trabalhando na compilação e análise dos dados coletados junto à equipe de inteligência da Scot Consultoria, para aí sim, apresentar ao mercado um relatório completo e fiel da pecuária intensiva brasileira.


Pra nós, concluímos a expedição com maestria e o Confina Brasil tem tudo para voltar ainda mais forte no ano que vem. Gostaríamos de agradecer aos produtores que gentilmente abriram as porteiras de suas fazendas e voluntariamente responderam nosso questionário e nos apresentaram seus trabalhos.


Agradecemos a cada um dos patrocinadores e apoiadores que acreditaram em nosso projeto e estiveram ao nosso lado durante a expedição. Em 2021 nos vemos de novo e vamos continuar escrevendo mais alguns capítulos da história da pecuária brasileira. Isso é Confina Brasil”, finaliza Silva. #issoéconfinabrasil.


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