• Por Bruno Santos

#Resumo Confina – caminhamos para os últimos dias de expedição

Após superar a expressiva marca de mais de 1 milhão de bois visitados, seguimos para a conclusão da coleta dados da pecuária intensiva brasileira.

Depois de batermos a marca inicial de 1 milhão de bois mapeados e concluirmos a coleta de dados em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, seguimos agora para a última semana, passando por Goiás e Minas Gerais.


Durante os últimos 19 dias em Mato Grosso, visitamos cerca de 40 confinamentos. Atualmente, o estado é o dono do maior rebanho bovino do Brasil, com mais de 30 milhões de cabeças, segundo últimos dados oficiais do IBGE, o equivalente a quase 14% da boiada produzida no território nacional.



Uma característica observada pela nossas equipes é que os pecuaristas mato-grossenses estão começando a explorar a diversificação do confinamento. Ou seja, utilizando a estrutura não somente para a terminação em si, mas também para a fase de recria.


Os produtores estão entendendo que na seca o gado perde desempenho e precisa de suplementação e outras fontes nutricionais. É aí que os animais são levados para o confinamento, principalmente para facilitar o manejo. Com a recria intensiva, o produtor desmama o bezerro e os direciona para o confinamento com uma dieta específica para o crescimento deste animal.


Outra forma de explorar o confinamento é a produção das “precocinhas’’, fêmeas desafiadas a emprenharem antes dos 14 meses. Essa categoria exige extrema atenção e um acompanhamento muito próximo. Com as fêmeas no confinamento, o produtor consegue oferecer uma dieta balanceada, para assim atingir mais facilmente os resultados desse desafio de emprenhá-las tão jovens.



Alguns produtores no estado também estão utilizando o confinamento como ferramenta importante na IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo). Fazem o procedimento com as fêmeas já na criação intensiva para assim ter mais facilidade de manejo, evitando o estresse e o deslocamento dos animais entre as baias e os currais. Nós vimos que, com o acompanhamento de perto, o resultado é positivo e aumenta a importância do uso do confinamento como ferramenta de auxílio na produção como um todo.



Logística em progresso


Recentemente os produtores, principalmente das regiões norte e médio-norte de Mato Grosso, comemoraram a conclusão da pavimentação da BR- 136 que liga o estado ao porto de Miritituba, no Pará. Após 43 anos, o sonho de nunca mais ver longas filas de caminhões atolados, motoristas parados há dias (e até semanas) na estrada, parece que finalmente se tornou realidade.


Cruzando praticamente todo o estado, vimos de perto essas melhorias nas estradas e rodovias locais. Nós não vimos a logística como um impasse ou ponto negativo devido à falta de infraestrutura nas estradas. Pelo contrário, vimos um progresso em Mato Grosso, ao ponto de escutar informações sobre o planejamento de ferrovias para o transporte de grãos e das rodovias que estão sendo asfaltadas com bons materiais.


Há ainda avanços com a construção de novas pontes de concreto, substituindo as antigas estruturas de madeira, já defasadas. É um estado enorme e que ainda tem muitas áreas que precisam de infraestrutura, contudo, na nossa percepção, conseguimos “enxergar o copo meio cheio”, observando com otimismo o progresso que está acontecendo.


A expedição continua

Nossa equipe segue para as últimas visitas aos confinamentos de Goiás e Minas Gerais com as duas equipes a campo simultaneamente. #issoéconfinabrasil.

=

PATROCINADORES

APOIO INSTITUCIONAL

APOIO DE MÍDIA

REALIZAÇÃO

Rua Coronel Conrado Caldeira, 578 | Bebedouro - SP - Brasil - 14701-000

+55 17 3343 5111 | +55 17 98107-2666confinabrasil@scotconsultoria.com.br

BM-logo02_branco.png

Copyright 2020.

  • Confina Brasil Instagram