• Por Bruno Santos

#Resumo da semana - 5 a 9 de outubro - SP e MS finalizados!

Atualizado: Out 14

Na semana do dia 5 a 9 de outubro, percorremos mais de 4,3 mil quilômetros e vivenciamos as semelhanças e diferenças entre a pecuária intensiva paulista e sul-mato-grossense.


Concluímos na última semana mais uma importante etapa do mapeamento da pecuária intensiva no país. Com cerca de 4,3 mil quilômetros percorridos entre os dias 5 e 9 de outubro nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, vimos o importante trabalho e as diferentes estratégias desenvolvidas pelos produtores das duas importantes regiões.


Em Mato Grosso do Sul, a expedição identificou em muitas fazendas a Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Pelas grandes extensões das propriedades, os pecuaristas locais vêm apostando nesse sistema para otimizar tanto a produção de grãos quanto a reforma de pastagem para a boiada.


Outro diferencial da pecuária intensiva do estado, foi a presença de animais jovens no confinamento. O objetivo é cumprir as metas do programa do Estado Precoce MS, que substitui o consagrado Novilho Precoce lançado na década de 1990, com a missão de agregar, de forma voluntária, atributos de qualidade e, consequentemente, valor à cadeia produtiva da pecuária local.



Os produtores sul-mato-grossenses têm utilizado o confinamento para intensificar a produção, ou seja, diminuir a idade de abate, melhorar o acabamento de carcaça e, assim, ganharem maior bonificação no programa.


Os confinadores visitados que são fornecedores do programa falam muito bem sobre o projeto. Já os produtores que ainda não atendem ao Precoce MS, têm a intenção ou vontade de fornecer seus animais. A parte interessante é ver um programa do Governo do Estado incentivando a intensificação para melhorar a pecuária local.


Nutrição


Com relação à nutrição dos animais confinados, identificamos duas importantes diferenças. Devido à maior disponibilidade de milho, a maioria dos confinamentos de Mato Grosso do Sul utilizam o cereal na dieta. Também vimos muitos confinadores utilizando soja e até mesmo o caroço de algodão na alimentação da boiada.


Já em São Paulo a dieta é mais característica pela influência das indústrias regionais, pois os produtores paulistas usam os coprodutos das fábricas que têm maior disponibilidade, como por exemplo, a polpa cítrica. Também foi observado a utilização do bagaço de cana-de-açúcar como fonte do volumoso.


Oportunidade e desafios



Percorrendo ainda mais o Mato Grosso do Sul, identificamos que os produtores do estado têm mais oportunidade de oferta de matéria-prima, ou seja, boi magro. Com isso, os confinamentos na região têm grande potencial de crescimento. Essa realidade já muda em São Paulo. Muitos dos produtores entrevistados relataram dificuldades em encontrar boi magro no mercado, que além de escasso, está mais caro neste ano.


Além disso, os pecuaristas paulistas também relataram outro desafio: a alta nos preços dos insumos. Muitos confinadores afirmaram que devido a essa dificuldade, boa parte dos animais terminados estão tendo até quatro dietas diferentes em 100 dias de confinamento. Por conta dos altos valores e da falta de insumos, o produtor tem que ir substituindo pelas ofertas disponíveis.

Gestão apurada


Finalizando a expedição nos dois estados, um ponto importante foi a semelhança no controle preciso na gestão das fazendas. A maioria dos pecuaristas que conversamos tem um controle apurado da gestão, seja por planilhas ou softwares específicos. Além disso, outro dado interessante e positivo é que 100% deles fazem acompanhamento completo dos custos das fazendas.


A viagem segue agora rumo a Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais. #issoéconfinabrasil

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